Produção do Corpo...
... e da mente.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Hipocrisia midiática!
Posta no Face homenagem ao Dia do Trabalhador mas não assina a Carteira de Trabalho da empregada.
sábado, 26 de abril de 2014
É o vale-tudo...
Depois de passar por um campo de concentração do nazismo, e, mais tarde, conduzido a um campo soviético porque fazia oposição política a Josef Stalin, o militante David Roussett fez uma afirmação essencial:
“As pessoas normais não sabem que tudo é possível."
Do blog Conversa Afiada.
“As pessoas normais não sabem que tudo é possível."
Do blog Conversa Afiada.
Tempos de eleição, tempos difíceis...
É duro ser vidraça...
Todos os dias tenho que fazer um exercício de tolerância e paciência, pois o tempo não está bom para o PT e sua política social entre as pessoas de minha relação, daí o exercício de tolerância porque... uhn... sou do Partido dos Trabalhadores...
Eu, Dilma, Lula e o PT temos sido apedrejados todos os dias... e vem de todos os lados. Na facul, onde faço Direito (1º Semestre), professores e colegas de sala, pau... No face, terra de desabafos, indiretas e outros azedumes, mais cacete... minha querida comadre tem ódio ... O professor do "Dever Ser", novinho ele, arre... O amigo militar... Ah, a professora que fala sobre a Babilônia...Aff.
E penso que, pior, não seja nem pelo "mensalão", Petrobrás e outros factóides, até porque meus queridos amigos sabem que o oportunismo político julga com dois pesos, duas medidas.
Tudo isso porque é livre a manifestação do pensamento... porque manifestar-se é um direito assegurado pelo estado democrático de direito.Inclusive eu tenho a liberdade de manifestar-me, contrapor, enfrentar, discutir, mas pensa que dá? Seria covardia, muita gente contra mim... não tenho grande formação, não sou socióloga, não sou politica de carteirinha, não teria argumentos. Se quieta levo pau, imagina abrindo para uma discussão. Covardemente fico quieta. Fariam comigo o que virou moda hoje fazer com os ladrões drogaditos: amarrariam ao poste.
Todo mundo dobrando pra lá... Só eu dobrando à esquerda. Devo estar errada. Só pode ser. Essa vontade de ser do contra que um dia encontrou guarida na ideologia mais alinhada à esquerda, aquela que olha para o oprimido, o sem oportunidades, o faminto, o preguiçoso, o homossexual, o relaxado sem vontades, o pequeno agricultor, a mulher e o estudante da roça. Aquela ideologia que tira do papel (no caso nosso, a CF/88) as políticas sociais de assistência às famílias vulnerabilizadas, com casa, cesta básica, programas de geração de renda e o famigerado "Bolsa Família".
Também fico quieta por preguiça, por comodismo. Tenho tédio de me imaginar discutindo com a comadre que não conseguiu estudar, investir mais na sua formação por falta de oportunidades... mas ela entende que cada um deve vencer pelo seu próprio esforço... O amigo que nasceu na roça (como eu) e que teve que parar de estudar na 4ª série por falta de escola e transporte.. que desconhece o desmantelamento da educação pública durante o regime militar e que agora espalha nas redes sociais a sua saudade do estilo militar de governar... Ou saudades do FHC que desmantelou o Ensino Médio Profissionalizante (ou se esqueceram quando acabaram os cursos Técnico em Contabilidade, Enfermagem, Magistério?).
Preguiça de ouvir o que ataca o Mais Médico (se você pesquisar, ele é casado/a com médico/a, é filho de médico/a, é namorado/a de médico/a...), quando tem Plano de Saúde, ou o que é pior, vai no PSF, espera o médico brasileiro, que tem CRM e RG e que "atende" no hospital público, plantão, clínica particular e que em 10 minutos ou menos, o atende para às 9:30 horas estar presente na sua clínica particular. Pior: até dedo de silicone tem...
Tédio de ouvir falar mal do Auxílio Reclusão, que não é um programa de governo, mas uma previsão constitucional... Bolsa Família, que na Inglaterra é política importante (claro que lá tem outro nome), mas que no Brasil é vista como um programa pra pescar voto dos pobres, desancada pelas pessoas de bem (minha comadre, o professor), porém nem os políticos do Centrão ou Direita tem coragem de em palanque, manifestarem-se contrário (só os sabidos do face).
Já viram também aquelas manifestações de que quem recebe o Bolsa Família não deveria votar? É pra voltar ao tempo quando tinha direito de votar o senhor que possuía a partir de tantos hectares de terra?
Pensando bem, esta minha tendência de ser do contra fica feliz quando vê aeroporto lotado de pobre incomodando as professoras da PUC. Cota para negro, índio, escola pública... adoro tudo isto. Oportunidades para estudar a quem sempre foi negado. Hoje tem ônibus rural, PRONATEC, FIES, PROUNI. Professor de escola pública fazendo aperfeiçoamento no exterior. Seis vezes mais universidades públicas... Crianças nas creches...
Se ser de esquerda é almejar por justiça social e dignidade para o povo, então sou e tenho orgulho disso. Mas é um orgulho que não faz barulho, só fica olhando da esquina o meu professor, a comadre querida... E fico aliviada de ser do contra...
Todos os dias tenho que fazer um exercício de tolerância e paciência, pois o tempo não está bom para o PT e sua política social entre as pessoas de minha relação, daí o exercício de tolerância porque... uhn... sou do Partido dos Trabalhadores...
Eu, Dilma, Lula e o PT temos sido apedrejados todos os dias... e vem de todos os lados. Na facul, onde faço Direito (1º Semestre), professores e colegas de sala, pau... No face, terra de desabafos, indiretas e outros azedumes, mais cacete... minha querida comadre tem ódio ... O professor do "Dever Ser", novinho ele, arre... O amigo militar... Ah, a professora que fala sobre a Babilônia...Aff.
E penso que, pior, não seja nem pelo "mensalão", Petrobrás e outros factóides, até porque meus queridos amigos sabem que o oportunismo político julga com dois pesos, duas medidas.
Tudo isso porque é livre a manifestação do pensamento... porque manifestar-se é um direito assegurado pelo estado democrático de direito.Inclusive eu tenho a liberdade de manifestar-me, contrapor, enfrentar, discutir, mas pensa que dá? Seria covardia, muita gente contra mim... não tenho grande formação, não sou socióloga, não sou politica de carteirinha, não teria argumentos. Se quieta levo pau, imagina abrindo para uma discussão. Covardemente fico quieta. Fariam comigo o que virou moda hoje fazer com os ladrões drogaditos: amarrariam ao poste.
Todo mundo dobrando pra lá... Só eu dobrando à esquerda. Devo estar errada. Só pode ser. Essa vontade de ser do contra que um dia encontrou guarida na ideologia mais alinhada à esquerda, aquela que olha para o oprimido, o sem oportunidades, o faminto, o preguiçoso, o homossexual, o relaxado sem vontades, o pequeno agricultor, a mulher e o estudante da roça. Aquela ideologia que tira do papel (no caso nosso, a CF/88) as políticas sociais de assistência às famílias vulnerabilizadas, com casa, cesta básica, programas de geração de renda e o famigerado "Bolsa Família".
Também fico quieta por preguiça, por comodismo. Tenho tédio de me imaginar discutindo com a comadre que não conseguiu estudar, investir mais na sua formação por falta de oportunidades... mas ela entende que cada um deve vencer pelo seu próprio esforço... O amigo que nasceu na roça (como eu) e que teve que parar de estudar na 4ª série por falta de escola e transporte.. que desconhece o desmantelamento da educação pública durante o regime militar e que agora espalha nas redes sociais a sua saudade do estilo militar de governar... Ou saudades do FHC que desmantelou o Ensino Médio Profissionalizante (ou se esqueceram quando acabaram os cursos Técnico em Contabilidade, Enfermagem, Magistério?).
Preguiça de ouvir o que ataca o Mais Médico (se você pesquisar, ele é casado/a com médico/a, é filho de médico/a, é namorado/a de médico/a...), quando tem Plano de Saúde, ou o que é pior, vai no PSF, espera o médico brasileiro, que tem CRM e RG e que "atende" no hospital público, plantão, clínica particular e que em 10 minutos ou menos, o atende para às 9:30 horas estar presente na sua clínica particular. Pior: até dedo de silicone tem...
Tédio de ouvir falar mal do Auxílio Reclusão, que não é um programa de governo, mas uma previsão constitucional... Bolsa Família, que na Inglaterra é política importante (claro que lá tem outro nome), mas que no Brasil é vista como um programa pra pescar voto dos pobres, desancada pelas pessoas de bem (minha comadre, o professor), porém nem os políticos do Centrão ou Direita tem coragem de em palanque, manifestarem-se contrário (só os sabidos do face).
Já viram também aquelas manifestações de que quem recebe o Bolsa Família não deveria votar? É pra voltar ao tempo quando tinha direito de votar o senhor que possuía a partir de tantos hectares de terra?
Pensando bem, esta minha tendência de ser do contra fica feliz quando vê aeroporto lotado de pobre incomodando as professoras da PUC. Cota para negro, índio, escola pública... adoro tudo isto. Oportunidades para estudar a quem sempre foi negado. Hoje tem ônibus rural, PRONATEC, FIES, PROUNI. Professor de escola pública fazendo aperfeiçoamento no exterior. Seis vezes mais universidades públicas... Crianças nas creches...
Se ser de esquerda é almejar por justiça social e dignidade para o povo, então sou e tenho orgulho disso. Mas é um orgulho que não faz barulho, só fica olhando da esquina o meu professor, a comadre querida... E fico aliviada de ser do contra...
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Transparência
"Eu gosto de quem facilita as coisas. De quem aponta caminhos
aos invés de propor emboscadas. Eu sou feliz ao lado de pessoas que vivem
sem códigos, que estão disponíveis sem exigir que você
decifre nada. O que me faz feliz é leve e, mesmo que o tempo leve
continua dentro de mim.
Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar
os dedos é mais do que um simples ato
que mantém as mãos unidas. É uma forma de trocar energia,
de dizer: você não se enganou, eu estou aqui.
Porque por mais que obstáculos nos desafiem o que realmente permanece,
costuma vir de quem não tem medo de ficar."
Fernanda Gaona
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Menina Má
Nascer carregada de sentimentos
desencontrados e medrosos.
Crescer como quem fica à margem da estrada,
vendo a vida passar.
A voz amada queimando os sonhos como o fogo do Mato Grosso
dilacera a vida à margem da estrada... num mês de agosto.
Menina má, que a dureza da vida empilhou pedras
no coração.
Medo transformado em coragem, ternura dissimulada.
Anda pela vida com cuidado, menina, que as pessoas não gostam
do agridoce da verdade.
Caminha só, onde os humanos fazem trilha,
deixando pingar as dores, que demarcarão o caminho
por onde não deverás voltar.
Nete
desencontrados e medrosos.
Crescer como quem fica à margem da estrada,
vendo a vida passar.
A voz amada queimando os sonhos como o fogo do Mato Grosso
dilacera a vida à margem da estrada... num mês de agosto.
Menina má, que a dureza da vida empilhou pedras
no coração.
Medo transformado em coragem, ternura dissimulada.
Anda pela vida com cuidado, menina, que as pessoas não gostam
do agridoce da verdade.
Caminha só, onde os humanos fazem trilha,
deixando pingar as dores, que demarcarão o caminho
por onde não deverás voltar.
Nete
sábado, 27 de julho de 2013
Tabacaria - Parte do poema de Álvaro de Campos/Fernando Pessoa
- Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
P.S. Como este poema do Fernando Pessoa é o mais lembrado, também eu (que gosto muito dele) posto parte, a que por um longo tempo, me identifiquei muito.
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