Nascer carregada de sentimentos
desencontrados e medrosos.
Crescer como quem fica à margem da estrada,
vendo a vida passar.
A voz amada queimando os sonhos como o fogo do Mato Grosso
dilacera a vida à margem da estrada... num mês de agosto.
Menina má, que a dureza da vida empilhou pedras
no coração.
Medo transformado em coragem, ternura dissimulada.
Anda pela vida com cuidado, menina, que as pessoas não gostam
do agridoce da verdade.
Caminha só, onde os humanos fazem trilha,
deixando pingar as dores, que demarcarão o caminho
por onde não deverás voltar.
Nete

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